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1 de set. de 2009

"O INDOMÁVEL" 2° CAPÍTULO


O INDOMÁVEL
2° Capítulo

Christopher ainda não a encontrara, mas ele jurara que encontraria. Seu futuro e o futuro de seus irmãos poderiam estar ligados ao assassinato dela. Uma charada escrita em um poema deixado pelo primeiro Wulf amaldiçoado instruía que os futuros homens Wulf procurassem pelo pior inimigo deles, fossem corajosos e não fugissem. Se Christopher pudesse encontrar a bruxa que vivera anteriormente na vila, matá-la poderia ser

o fim da maldição para ele e seus irmãos. Isso é, se ele conseguisse ficar vivo tempo suficiente.

Tiros soaram atrás dele. Christopher correu até sua testa estar coberta de suor. Seu ombro doía e a perda de sangue o deixava tonto. Elevando os olhos, ele notou que a noite ainda demoraria a chegar.

Normalmente ele não desejava a luz cheia sobre si, mas agora, para conseguir sobreviver, ele precisava do lobo que emergeria nele.

Foi tal transformação, testemunhada por um habitante da vila noite passada quando ele achou que estivesse sozinho no bosque, que o trouxe a essa situação atual.Christopher não podia controlá-la.

Talvez ele conseguisse aprender a viver com ela se pudesse, mas como sua fraqueza por bebida e mulheres, no final ele sempre se rendia a uma força mais forte que sua vontade. Nunca mais, ele decidiu.

O irmão mais velho de Christopher, Armond, se casou. Um casamento de conveniência, ou assim dizia Armond, mas Christopher não caia nessa. Se Armond ainda não estivesse completamente apaixonado por sua jovem esposa, era apenas uma questão de tempo. Christopher decidiu salvar a todos.

Era importante para ele acabar com a maldição que roubou dele e de seus irmãos uma vida normal. A maldição roubara-lhes os pais e o convívio social entre seus pares de Londres. A Christopher nunca foi dado nada de importante para se fazer...nada além disso, e ele seria bem sucedido. Ele encontraria a bruxa e a mataria se isso significasse quebrar a maldição. Mas o bosque era grande, e mesmo com sua superior habilidade de rastreamento ele ainda não havia localizado a mulher que procurava.

Exausto, Christopher parou, encostando-se contra o tronco de uma árvore para recuperar o fôlego. Ele secou o suor de sua testa com a manga de seu fino casaco.

Uma brisa soprou, e se voltando ele fechou os olhos e permitiu que o ar fresco o reanimasse. Um odor subitamente chegou até ele pelo vento. Era o cheiro de uma mulher. Mesmo estando levemente confuso devido a perda de sangue, Christopher soube que era um odor feminino quando o sentiu. Sua audição era muito mais sintonizada aos sons do que a de um homem normal. Ele prestou atenção.

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