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1 de set. de 2009

NOTÍCIAS NACIONAL BRASIL

Delegada confirma que o caso Villela foi latrocínio
A polícia ainda tem muitas dúvidas sobre o assassinato do advogado José Guilherme Villela, da mulher dele e da empregada da família. As vítimas foram mortas a facadas. Ao todo 75 golpes.

A delegada que investiga o caso, Martha Vargas, disse no início da noite dessa terça-feira, dia 1º, que esse é um crime muito complexo. E que, pelo menos, uma suspeita de que o autor ou os autores conheciam a família. Isso porque no apartamento não existia sinal de arrombamento.

Até o final desta manhã, sete pessoas foram ouvidas. Essas pessoas eram amigos, parentes, moradores e funcionários do Bloco C da 113 Sul, onde o crime aconteceu. Durante à tarde, cinco pessoas foram intimadas a depor na delegacia. Hoje, os peritos voltaram ao local do crime.

Durante todo o dia peritos trabalharam no local do crime. De fora era possível ver a movimentação dos policiais no 6º andar. Provas e documentos foram recolhidos para análise em laboratório. O diretor do Instituto de Criminalística foi acompanhar os trabalhos.

“Estamos procurando tudo que puder ser encontrado”, afirma o diretor Celso Nenevê.

Na tarde desta terça-feira, dia 1º, pelo menos uma equipe de policiais trabalhou na garagem do prédio. A delegada que investiga o caso pediu que os dois carros das vítimas fossem periciados. Ela quer saber se na última sexta-feira, dia 28, José Guilherme Villela e a mulher dele, Maria Villela, chegaram sozinhos em casa ou se estavam acompanhados.

Os corpos do casal e o da empregada, identificada como Francisca, foram encontrados na noite dessa segunda-feira, depois que a neta deles chamou um chaveiro para abrir a porta. As vítimas foram mortas a facadas. Ao todo 75 golpes.

Hoje, uma vizinha comentou com os investigadores que a porta de entrada do prédio está com defeito. “Tem mais de uma semana que a porta, quando a gente empurra, ela abre. Às vezes não abre, mas muitas vezes abre. Não é questão do porteiro, acho que é defeito da porta mesmo”, afirma a vizinha Edma Gomes Soares

Para a polícia uma coisa está clara, o crime foi um latrocínio - roubo seguido de morte. Do apartamento foram levadas joias da família. Mas o motivo do crime ainda é um mistério.

“Seja quem for levou bens, levou joias da família. Então, trata-se de latrocínio. Mas pode ter também outra motivação e nós estamos investigando”, enfatiza a delegada.

No fim da tarde, os corpos de José Guilherme Villela e Maria Villela foram enterrados no Cemitério Campo da Esperança.

A polícia encontrou dentro do apartamento uma faca que pode ter sido usada no crime. E investiga se o utensílio já estava lá ou foi levada pelo criminoso.

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